sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

MINHA VIDA NO BRASIL


MINHA VIDA NO BRASIL

INTRODUÇÃO


        Considerando que sou descendente de imigrantes italianos aportados no Brasil nos anos de 1891/1897 contarei minha história de vida que contempla três fases: :infância, juventude e maturidade.
Nasci na localidade de Ciríaco, quando esse povoado era pertencente à jurisdição  de Passo Fundo, cidade situada no norte do Estado do Rio Grande do Sul.  O  povoamento  de  Ciríaco se deu mais fortemente a partir do ano de 1925 quando faltou terra de plantio  para os imigrantes italianos e seus descendentes que eram em sua maioria  agricultores nas antigas  colônias  da serra  gaúcha, mais precisamente Nova Bassano, Nova Prata e toda região circunvizinha. Começaram então a migrar, adquirindo terras na região noroeste do Rio Grande do Sul e em  outros Estados do Brasil.
Meu pai Cornélio Seganfredo vinha de uma família numerosa de 11 irmãos e aos 25 anos decidiu seu futuro adquirindo um lote de terras agricultáveis em Ciriaco onde se casou com uma descendente de imigrantes italianos, Luiza Ferri, filha de um dos primeiros colonizadores  provindo de Nova Bassano em 1925.
Os descendentes de imigrantes se estabeleceram na região da mata e tiveram que proceder tal qual  seus pais e avós quando chegaram da Itália:entravam na floresta, abriam clareiras abatendo as árvores, construindo casas em madeira e semeando trigo, milho, criando galinhas, porcos, basicamente  para a alimentação da família e vendendo o excedente. No início a alimentação era complementada pelo fruto do pinheiro, o pinhão, que matou a fome dos primeiros povoadores do sul do Brasil, e também pescavam peixe de rio e caçavam animais selvagens como o cateto, uma espécie de porco selvagem.  Nas vizinhanças das novas colônias    habitavam  outras etnias estabelecidas nos campos, em sua maioria descendentes de portugueses provindos das ilhas dos Açores ali pelo ano 1850. Não eram agricultores mas sim criadores de gado e ovelhas. Começou assim um intercâmbio de culturas diferentes, ainda se  no princípio da nova colonização houvesse  um certo estranhamento entre as duas etnias, ambos querendo ficar dentro do seu contexto cultural e de costumes. Assim os descendentes de italianos começaram a organizar a sociedade nos moldes das antigas colônias, construindo a  Igreja, reuniam-se para rezar aos domingos, realizavam anualmente a festa da santa padroeira  e fizeram um calendário de dias santos de guarda , capitaneados por alguns dos colonos com mais conhecimento que eram chamados “padres leigos’, que oficiavam inclusive as cerimônias de sepultamento enquanto não fosse designado um padre  ali para atendê-los espiritualmente.
Por sua vez os luso brasileiros organizavam corridas de cancha reta, andavam sempre a cavalo e armados. Criavam e vendiam gado e mulas .As mulas eram  meio de transporte de comércio de víveres como açúcar, café, sal e tecidos que os carreteiros compravam nas cidades maiores e distribuíam nos pequenos comércios do interior. Alguns chamados ‘TROPEIROS’  percorriam grandes distâncias  até São Paulo, Curitiba, fronteiras com o Uruguay e Argentina, vendiam tropas de  gado e mulas criadas nas fazendas , faziam o intermediário entre o produtor e o consumidor.
As estradas eram de terra batida e o traçado era o das antigas trilhas indígenas, percorridas anteriormente pelos bandeirantes paulistas que vinham até o sul do Brasil para aprisionar índios e vende-los em São Paulo para os fazendeiros de café como escravos na segunda metade do século XVII.
MINHA INFÂNCIA

Nasci na roça em 1956  onde meus pais se estabeleceram como agricultores, distante cerca de  três km do povoado de Ciríaco e raramente ia até o pequeno burgo.  Fiquei assim até os oito anos convivendo com a família e os parentes vizinhos e outras famílias de colonos que moravam ali nas proximidades. Em casa como meus pais falavam o Talian, derivado do dialeto vêneto eu  me comunicava prioritariamente neste dialeto , embora entendesse o português, lingua oficial do Brasil , que meus pais e irmãos falavam para  se comunicar com os luso brasileiros, mas com um forte sotaque italiano.
Aos oito anos comecei a freqüentar a escola que servia tanto para os filhos dos descendentes de imigrantes italianos como também para os filhos dos luso brasileiros e assim sendo alfabetizada em português e convivendo     com as multi etnias começou minha fase de “abrasiliamento’. Nesse período eu ria muito do meu jeito de falar misturando palavras de talian e de “brasiliam’-  assim eu me referia à lingua portuguesa. Fiquei estudando ali até a idade de 11 anos, depois me transferi para um colégio maior, no povoado de Ciríaco onde pude estudar até os 16 anos.

A JUVENTUDE

Não querendo  permanecer na agricultura , com o consentimento de meus pais me transferi para a cidade de Passo Fundo,  multi etnica, cidade que surgiu pela passagem dos bandeirantes desde 1637 e sendo lugar de parada destes e posteriormente dos tropeiros , neste ano de 1973 já oferecia oportunidade de trabalho e uma universidade com diversos cursos.
A minha realidade em Passo Fundo  já mudou completamente, falando exclusivamente o português , o talian e os costumes da infância e parte da adolescência foram ficando para trás , sendo só uma lembrança quando ia visitar meus pais.
Comecei a trabalhar no comércio local e conclui a segunda etapa do ensino médio , logo ingressando na Universidade de Passo Fundo, Bacharelado em Ciências.
Posso dizer que nesta nova etapa da minha vida houve a ruptura entre a neta de imigrantes italianos e foi nascendo a minha brasilidade, inserida em tudo o que era ‘brasileiro’, música, usos e costumes, em nada lembrava a primeira realidade, e assim fui seguindo, participando da política ativamente, sempre inteirada do que acontecia nesse meu imenso  e amado Brasil.

A MATURIDADE

Assim minha vida foi seguindo, coisas boas e também não tão boas que toda pessoa enfrenta, até que chegou minha aposentadoria por tempo de serviço e tive novamente de me reestruturar, ocupar o tempo em atividades que sempre me atraíram como escrever, estudar, ler e pesquisar história do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Neste período algumas lembranças da infância começaram a se fazer presentes e lembrando da lingua que falávamos em casa, lembrando as histórias que minha avó Catterina –imigrante italiana- contava e das histórias que meus pais contavam , veio-me a curiosidade de pesquisar as minhas origens, começando pela busca de documentos em Mason Vicentino, Vicenza, obtendo êxito, fiquei encantada e não parei mais.
Passaram-se os anos e ali pelos anos 2000 um parente que estava fazendo turismo na Itália , pesquisando as origens, chegou até uma família de italianos descendentes do único de uma família de 5 irmãos do nosso ramo de família que permaneceu na Itália. Foram muito receptivos por essa pessoa se tratar de um jovem padre e assim pouco a pouco fomos restabelecendo os laços de amizade, alguns brasileiros foram visitá-los estando em turismo na Itália e eles também vieram nos visitar por ocasião da ordenação do primo  , quando este se tornou padre.
O meu contato com os parentes italianos se deu  como que por  um milagre. Estando outro parente na Itália em viagem turística-agora já era costume visitar os parentes em Maróstica- ao qual eu havia dado  informações sobre a origem da  família mencionou-me nessa visita.  Abrindo a caixa de emails deparei-me com um muito especial:’Salutti Dall’Italia!
Foi o primeiro aceno dos parentes italianos para mim, que também estavam interessados em saber sobre nossa história!
Trocamos cartinhas eletrônicas e informações de ambas as partes por mais ou menos 10 anos, e estas informações nos permitiram escrever nossa história em um livro bilíngüe UMA FAMÍLIA, UMA HISTÓRIA/ UNA FAMIGLIA UNA STORIA, onde registramos os fatos desde a saída da Itália até a chegada ao Brasil do sul onde se estabeleceram, buscando informações nos portos de chegada, nos cartórios de registros Brasil/Itália, nos livros dos padres scalabrinianos visto que dentre os 3 irmãos e uma irmã que migraram um era missionário scalabriniano. Incluímos partes de história oral, documentos Brasil/Italia e também o que aconteceu com nossa família depois de 50 anos da chegada ao Brasil,  que foram as migrações e a formação das cidades.
Durante o período da pesquisa, á medida que iam surgindo os fatos, as vicissitudes dos imigrantes aqui, das humilhações que foram submetidos  sofri um pouco, até me surpreendi  chorando como se estivesse na pele dos meus antepassados partindo da Itália , despedindo-se do irmão para nunca mais se verem, como aconteceu de fato.
 Concluo aqui minha dissertação afirmando que me sinto brasileira me interesso agora pela lingua Talian, reconhecida como patrimônio imaterial do Brasil e a um passo de tornar-se legalmente uma lingua latina. É mais um assunto de estudo, sem sentimentalismos. O Brasil é o Brasil e a Itália é a  Itália, me interesso por ela como um país europeu no qual posso fazer uma ótima viagem turística e onde tenho parentes habitando, aos quais prezo muito.. Nós, brasileiros descendentes de imigrantes italianos somos completamente diferentes nos hábitos e no aspecto cultural dos italianos do tempo presente. Meus sobrinhos.as e sobrinhos netos.as  já não sabem falar talian, cada um está inserido em seu ESTADO NATAL , cultivando algum costume local no calendário de festas folclóricas. Incorporamos ao nosso cotidiano hábitos dos primeiros povoadores deste Estado do Rio Grande do Sul , como tomar mate ou chimarrão, uma bebida servida quente em um porongo ao qual chamamos cuia , na qual já está uma porção da erva mate, planta nativa que os indígenas bebiam e também o churrasco gaúcho, carne assada no fogo, temperada apenas com sal grosso, habito dos primeiros gaúchos pampeanos.   Aqui estamos para viver e construir o nosso Brasil.
E a Italia? No fundo da minha memória genética um fato que não posso negar: emociono-me ao ver os lugares onde moraram meus antepassados, imagino a vida que viveram ali, em Vicenza, andando pelas planícies e escalando as montanhas. São os ecos do passado que ainda perduram.    







Vocabulário:
- corridas de cancha reta= corrida de cavalos, prática cultural esportiva sulriograndense
-tropeiros=Tropeiro, condutor de tropa, arrieiro ou bruaqueiro é a designação dada aos condutores de tropas ou comitivas de muares e cavalos entre as regiões de produção e os centros consumidores no Brasil a partir do século XVII.
-Luso brasileiros=Que ou quem tem origem ou nacionalidade portuguesa e brasileira.
Plural: luso-brasileiros.
-pampeanos=habitantes do pampa gaúcho
-gaúchos= brasileiro nascido no Rio Grande do Sul
-churrasco=carne assada na brasa, fincada em estacas ou grelhas
-erva mate=erva-mate (nome científicoIlex paraguariensis), também chamada mate ou congonha,[1] é uma árvore da família das aquifoliáceas, originária da região subtropical da América do Sul.
chimarrão, ou mate, é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul legada pelas culturas indígenas caingangueguaraniaimará e quíchua
-Cuiacabaçacabaçocoitécuietécuietêcuité e cuitê são os nomes dados ao fruto da cuieira (Crescentia cujete e Lagenaria siceraria),[1]bem como ao vaso feito desse fruto maduro depois de esvaziado do miolo


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

DESAPEGO

O desapego foi sempre  muito dificil  para  mim, tudo o que reuno ao meu redor, pessoas, objetos, propriedade, heranças, irmãos  foram sempre  prioridade"

Ora de desapegar, principalmente de  membros da familia que nunca me fizeram  bem, sempre  me exploraram. é dificil escrever isto, mas  é o momento  presente.

Espero ter firmeza e  deixar de lado pessoas nefastas  e de má indole.

NINGUEM MERECE
creio que isto acontece para  muita  gente, vamos aguentando até a corda  arrebentar,arrebentou...

Agora  só  o que é do meu direito reivindico, o resto  não   me importa  mais, deixo o "+velho"  e  vou para  o  novo  ...avante"
ANA MARIA, A NOVA"!
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MUDANÇAS

Ao longo da vida  vivemos  diversas  mudanças, a infancia é uma fase de expectativas, se temos uma familia razoavelmente bem estruturada  nos desenvolvemos brincando e treinando a mente sem cortar as nossas  invenções mentais. Depois na  adolescencia é  a  fase: o que será de  mim de agora em diante? O que vou fazer? como irei me posicionar  em frente a tudo o que  acontece?    a juventude  é cheia de atitudes, estudar, trabalhar, desabrochamos como pessoas, ideais em alta, energia em alta....
Passando o tempo vamos delineando nosso  caminho, nossa  estrada....  então  aparecem as pessoas  do MUndo... julgamentos elogios, invejas, tudo o que ha de bom e de mau no ser humano nos  rodeia. se  conseguirmos resistir  e conservar  nosso tempo passado na memória  é  certo que seremos felizes, a nossa criança interior sempre  tras   a  felicidade.

Idade adulta, o que passou passou, sem grandes  conflitos, estamos no meio ao furacão que varre o Mundo com as  desgraças que acompanham a humanidade desde sempre.  Se ainda  conseguimos resistir  e conservar a criança interior iremos superar tudo isso e ainda  ajudar a melhorar  o Mundo. viva  a maturidade!

quinta-feira, 5 de março de 2015

MEU IRMÃO ELBIO

O  ultimo  de  meus  irmãos,o caçula, Elbio, assim  chamado  por  causa de um médico  que  trabalhou em Ciríaco tinha  uma vida  boa, até os 25 anos  mais ou menos  ele se divertia muito, gostava de  jogar  até mora, truco, fazia  a festa, cantava....Em casa se faltasse o Elbio a casa  parecia  vazia. apegado as  suas  raízes até  saiu um tempo, foi passar um tempo  em Roraima, Erechim,  ficava bastate tempo aqui em PASSO FUNDO teve filho que amava demais,mas as relações com a esposa não eram  boas, ele foi judiado emocionalmente, pois ela  retirava o filho  do  convivio, isto, se fosse hoje poderia ser resolvido com a lei, chama-se  alienação parental.
Gostava de música, dançava, era  disputado pelas  moças, um galanteador.
Mas a  vida  lhes reservou  tambem amarguras, por inveja de um  parente que  vivia  rondando a casa, sempre querendo o que era  dele (e nosso)  sempre discutia  com alguns parentes, mas depois  tudo  voltava a paz. Na cidade ele era  conhecido , passava  cumprimentando as pessoas  de todas as  idades, gostava de  crianças, de  criar  cachorros de  caça. de pescar....enfim uma vida  livre, isto  ele gostava.

Depois de um periodo  dificil, ele  estava bem, disposto a recomeçar  a vida, deixar de lados pessoas  que  o perseguiam......Ele  tambem lia  bastante, como toda nossa  familia, mas  gostava da  agricultura, da calmaria  da  colonia,e assim foi  até  os 48  anos.
Na   nossa  vida  com ele houveram  fatos  traumatizantes, ele sofreu  até um tentativa de  homicidio, tivemos a casa invadida por um parente, machucou(este  invasor)  meu pai, minha  mãe, mas como ele era  forte  conseguiu  expulsar  o invasor  e se defender  da tentativa de  homicidio. Houve um acordo entre as familias  para  que  isto não  fosse  cair  nas  mãos da policia que  foi um erro, mas naquela  época discutir assuntos  no judiciario ainda  mais com aparentados  era  uma vergonha assim este  parente se  livrou da cadeia.
Este  mes, 6 anos de  sua  morte -um acidente por um choque  anafilático causado por uma picada de  abelha, tive  vontade de contar  estas nossas  dores. que  se dane este parente......
o nosso  irmão  Elbio  faz falta  , sempre  fará  falta, mas Deus  é justo  e  um dia  os culpados  pelas  dores dele e pelas nossas  dores  prestarão   contas   do  que  devem  a Deus.

Obrigada, meu irmão, nosso  irmão, um dia  nos encontraremos.


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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

MINHA VIDA DE MILITANTE

Hoje, passando  pelo  centro  da cidade de Passo  Fundo  deparei-me com  a manifestação dos caminhoneiros, agricultores, aqui até  o comercio  fechou as  portas  e "convidou"  os empregados a  permanecerem em frente as lojas para  apoiar. Manifestação  ordeira, sem  quebra-quebra.
lembrei-me então de quando  trabalhava no  comercio , eram tempos dificeis para os agricultores, principalmente, invasões, tentativa de  assentamentos, fazenda 'Anonni, encruzilhada Natalino, reivindicações. Se não me  falha a memória quem organizava as manifestações na cidade era  o PT. que hoje se depara  com as mesmas reivindicações, sendo  governo. Nada  contra. Sinal que  os problemas ainda não  foram resolvidos, mas  vamos  então resolve-los  ou será  que o tal "inimigo  oculto" que é  culpado de tudo  está  por trás e ainda não  foi identificado....´
Bem....tem  muito  a mudar, as  riquezas  do Brasil  ainda não são nossas, a educação está  ainda  capenga, falta moradia, existe uma tentativa de esvaziar os  minifundios.....tanta  coisa

Lembro  que uma das táticas  do PT, que não eram muitos  na cidade aqui,   quando  anunciavam uma greve geral era andar  em "grupos de  tres ou quatro, carregando uma bandeira  vermelha" e dando gritos  pelas  ruas para  parecer que  eram "muitos"  assustavam os  comerciantes que fechavam as  portas  com medo....eu, quando vinham os sem terra  acampar  na praça em frente a  Catedral, no final da tarde  quando saia do comercio me juntava a eles e saia na passeata......eu  sou  filha de minifundiário, sou  minifundiária......quanto  ao  meu  "patrão"  tambem tinha medo dos "comunistas" e ficou  pasmado  quando  viu na TV o primeiro congresso  do PSB  em Passo  Fundo, onde eu fui identificada  como "secretária  geral". Bons tempos aqueles, saudades "daquele PSB".......Bem, me chamou e perguntou:voce é comunista....Eu  sorria, meio acanhada.....mas  ele, como me conhecia  bem, disse:ah  te entendo, como  voce é descendente de  italianos  é sempre  contra  o governo....e fiquei  ilesa de  retalhações....ele tambem  era  descendente de  italianos,  obrigada Dunga DE CESARO...... e  convivi por alguns anos  com alguns ex exilados politicos, dos quais destaco o Dr Caio Brizola Cabeda. que me ensinou  muito  sobre  o socialismo real, uma pessoa exepcional, inteligente, amável, paciente  como poucos, leal......
Não  me estendo mais sobre o assunto, passados os  anos, ve-se que  ainda não foi feito o que era  para ser   feito, mas , os  comerciantes  pelo menos não tem mais medo do "comunismo".Mas  hoje  não  sou  mais  militate do PSB pois aqui em Passo Fundo "  os  machistas"  do  partido  me puxaram o tapete....fosse  hoje valeria uma LEI  MARIA DA  PENHA, mas  fiquei sem  proteção... mas  o tempo  dá o troco  para quem haje mal e hoje aqui na cidade o PSB é um partido  sem expressão, a única expressão  que tem é o ex deputado Beto, quando entra na rádio  para  falar algo....daqui  mesmo  é um zero.....tomara  se recupere....não  guardo  rancor, aprendi como  funciona a politica  de "puxar  o tapete", não  sei  por que.....


   

E da-lhe  agricultores......Vamos  em frente.muita  coisa precisa  ser  feita, A TERRA  BRASILIS AINDA É  MUITO  COBIÇADA  PELO  MUNDO  TODO.