terça-feira, 11 de setembro de 2012


sábado, 25 de agosto de 2012

O FESTIVAL DO FOLKLORE

Pena que este ano nem pude curtir o Festival do Internacional do Folklore em Passo Fundo.Apenas limitei-me a fazer dois filminhos quando desfilaram na rua Morom alguns grupos, como é de costume. Sempre fui voluntária nestes eventos porque entendo que o que vem do povo vem da alma e faz bem , tanto ao coração quanto aos ouvidos. quem foi assistir aos espetáculos pode confirmar. Por  dez dias pelo menos a cidade de Passo Fundo convive com pessoas de países longíncuos, como a Russia, a Itália, a Turquia....e os países da America latina, como o Equador, a Bolivia, Costa Rica.....cada um com sua diversidade de apresentações de culturas populares.....
E o evento tem também um culto ecumênico  Catedral de Passo Fundo onde os diversos povos manifestam a sua espiritualidade publicamente e cada um   lê  uma mensagem de Paz.
Tinha razão o fundador do C.I.O.F.F internacional ao criar, depois da segunda  guerra mundial esta organização sem fins lucrativos..

O que podemos concluir disso? Não é o povo que faz a guerra, são os mandatários , os que detêm  o poder que fazem as guerras.....O povo do Mundo quer alegria e paz. Parabéns aos organizadores deste evento em Passo Fundo e nos outros países do Mundo onde o Brasil também vai se "manifestar".  Espero que isto seja um exemplo para todos nós , conviver lado a lado sem guerra brasileiros, cubanos, italianos, turcos, russos, bolivianos......que esta seja a globalização real e não a que explora, mata, descarta..... 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

ESTRADA BUARQUE DE MACEDO

Muitos dos "nossos" primeiros a chegar ao Brasil trabalharam na abertura de estradas.A estrada Buarque de Macedo  foi uma das primeiras a serem abertas, isto permitia o trânsito de mercadorias ,que não fosse exclusivamente por via fluvial. Foram anos até serem construídas as estradas e ferrovias na Serra Gaucha. Meu avô Celeste Ferri , seu filho Giácomo Ferri, meu tio José Seganfredo, foram alguns que trabalharam na abertura das estradas. Assim ganhavam dinheiro para  pagar as terras que haviam  comprado. sobre esta figura lendára, El Paco , como ele era encarregado pelos políticos para convercer os colonos a votar em um determinado candidato, percorria estes acampamentos. Me contaram que chamava meu tio Giácomo Ferri de "barba rossa" por ser um pouco ruivo....
 no tempo presente é assim a paisagem das estradas da Serra Gaúcha

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MINHA HISTÓRIA

O MEDO DE "ESTRANHOS"

Pergunto a eu mesma o que tem a ver comigo a História de El Paco? Quando éramos crianças e vivíamos praticamente só com a familia, parentes, primos e tios, era comum termos medo de pessoas que não fizessem parte deste círculo. de proteção. Penso que esta proteção para com as crianças , criando medo de pessoas não ligadas ao círculo familiar tinha sua origem no terror que causavam os conflitos internos no Rio Grande do Sul, conflitos pelo poder, os descendentes de imigrantes e os imigrantes não participavam destes conflitos, mas viam passar por eles, por suas casas e cidades os tais "piquetes" que eram corpos provisórios, cada lado recrutava os seus simpatizantes, estes, não eram descendentes de europeus, mas luso brasileiros ou outros também uma mescla de espanhois com os nativos gaúchos, e tinham por prática, nestes tempos de exceção entrar nas propriedades, sem pedir licença e pegar o que achavam necessário para manter suas tropas e os animais, tudo era "a cavalo".Terminadas as contendas, tudo voltava ao normal, mas a maneira de ser destes  assustava os colonos, que protegiam suas familias procurando morar , mesmo nos lugares colonizados depois, em grupos de familias com as mesmas características, ou seja, descendentes de imigrantes. Relatarei mais tarde uma "história del Paco", o herói bandido descendentes de imigrantes, que mais povoou o imaginário dos colonos, apesar de ter se transformado de fato em um temível bandoleiro, quando era caçado pela polícia escondia-se nas cavernas à beira do Rio da Antas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Do Livro de Gustavo Guertler, PACO , um pouco da história deste personagem que povoou nossa imaginação e medos na infância. Mas era passado, papai contava a história lendária deste que nasceu colono, se tornou balseiro , depois tropeiro e de tropeiro a capanga político e depois a bandido.diz o autor que esta história , antes oral, nunca havia sido escrita pois a sociedade tende a esquecer os que foram corrompidos pelos poderosos, deixando estes livres de qualquer embaraço e até lhes dão em homenagem póstuma nomes de ruas e de cidades, enquando os corrompidos convém que  fiquem anônimos.  

navios que traziam os imigrantes  entre os anos de 1874 1900
as casas antigas
Mas como  Paco era mito nas colonias italianas a história oral passou de geração em geração e ele não foi esquecido.Descendente de espanhóis, nasceu em 29 de maio de 1889, filho de Francisco Sanches e Pilar Sanches. Nasceu em Dona Isabel, na serra gaúcha, seus pais haviam chegado, embora espanhóis, com um grupo provindo do Porto de Genova, Itália e se estabeleceram como os outros colonos, no meio da mata, em um tosco casebre e começaram a sina destinada a todos os primeiros imigrantes europeus que por aqui chegaram..

OUVINDO AS HISTÓRIAS QUE MEUS PAIS CONTAVAM

Crescer em meio à mata, animais, lidando com  a terra me deu a oportunidade de desenvolver a inteligencia sem o bombardeio de comunicações e informações inúteis que recebemos  neste contexto atual.
foto do livro  de  Gustavo Guertler
Passarei a contar a história de um personagem que povoou  a história riograndense, um descendente de espanhóis, em meio aos imigrantes , chamado Francisco Sanches, cujo alcunho era El Paco. Não havia nas colonias italianas quem não contasse algo sobre este personagem, que se tornou um temível bandido, à serviço ora de um mandatário riograndense, ora de outro.  

terça-feira, 17 de julho de 2012

CRESCI EM MEIO À MATA

meu pai aos 23 anos
Apesar de meu pai Cornélio Seganfreddo e minha mãe Luiza Ferri Seganfreddo já terem 4 filhos quando nascemos e terem ido morar em Ciríaco em 1941, apesar de meu pai ter comprado as terras em 1938, a mata chegava até rente à casa de madeira, sem pintura, uma casa antiga, não haviam ainda  luz eletrica, água encanada, televisão...nada disso....O primeiro rádio que meu pai adquiriu foi em 1964.Cresci como os primeiros imigrantes italianos, vendo da janela de casa os macacos fazerem acrobacias nos pinheiros, plantávamos tudo o que comiamos, não haviam roupas manufaturadas  , até os oito anos de idade falava apelas o Talian, embora entendesse o portugues,.Até hoje meu sotaque italiano é bem acentuado. Uns riem outros dizem que é charme.....prefiro os que dizem que é charme....Conosco veio morar a nona Catharina, mãe de meu pai, a única dos avós que coheci, pois tanto meu pai quanto minha mãe eram dos mais jovens das numerosas familias , filhos  de imigrantes italianos . A nona Catharina veio da Italia, de Mason Vicentino, Bassano dell"Grappa ,Vicenza.Como tinha 14 anos quando aqui chegou lembrava bem da Itália , nos reunia, primos e primas e nós pedíamos:conta, nona, conta sobre a Itália....Então a nona, muito boa em contar história começava a contar  e nós viajavamos no tempo. ..Creio que veio daí meu gosto por estudar os motivos das imigrações ...Era também minha propria história. Ela tinha uma mala cheia de livros escritos em italiano, Livros clássicos. Toda a familia tinha gosto pela leitura.Pena que quando ela falesceu ,os livros foram queimados Me parece que era costume dentre os imigrantes italianos queimar os pertences da pessoa que falecia...Pena, assim perdemos um tesouro.Mas não podemos culpar ninguém, era o costume. Quanto ao meu gosto  pela pesquisa histórica, creio que veio dali mesmo  Estes dias uma prima escreveu-me:lembro-me bem quando a nona Catharina nos reunia para contar da Itália, e voce, bem pequititinha junto.....obrigada prima......

domingo, 15 de julho de 2012

era quase toda a região mata fechada
registro da escritura de meu pai,
Escreverei poucas linhas por dia e os nomes, que não seja o meu serão fictícios.Hoje uma foto do lugar onde nasci.

domingo, 1 de julho de 2012

esta foto é do ano 2012
Nasci em um fim de tarde, 18 h....dizem que esta é uma boa hora para  nascer. Acompanhada de um irmão gêmeo.Assim começou minha existência no Planeta Terra.

traabalhar com parreiras, uva , foi um costume trazido da Itália pelos nossos antepassados.